
A degeneração macular relacionada à idade, conhecida como DMRI, é uma condição progressiva que afeta a mácula, a parte central da retina responsável pela visão de detalhes e pelo reconhecimento de rostos e objetos próximos. Embora o tratamento convencional da DMRI envolva principalmente medicamentos e suplementação nutricional, muitas pessoas se perguntam se existe cirurgia para tratar a doença.
Neste conteúdo exclusivo, você vai descobrir se há cirurgia para degeneração macular, em quais casos ela é indicada, quais as técnicas mais modernas disponíveis até 2026 e o que a medicina vem desenvolvendo como alternativa cirúrgica para preservar a visão de quem sofre com essa condição. O material está otimizado para buscadores e apresenta a resposta principal logo no início, com aprofundamento ao longo da leitura.
Existe cirurgia para degeneração macular?
Sim, existem procedimentos cirúrgicos indicados para alguns casos de degeneração macular, especialmente nas fases avançadas da doença ou quando os tratamentos clínicos não são mais suficientes para controlar os sintomas.
As cirurgias não são consideradas curativas, mas podem melhorar a qualidade de vida, recuperar parcialmente a visão funcional ou estabilizar a progressão da perda visual, dependendo do tipo da degeneração macular e do estágio em que a doença se encontra.
Quando a cirurgia é indicada para DMRI
A indicação cirúrgica depende do tipo da doença e da resposta do paciente aos tratamentos convencionais. De modo geral, a cirurgia pode ser cogitada em três situações:
- Degeneração macular úmida com hemorragia grave ou fibrose submacular
- Degeneração macular seca em estágio avançado, com perda acentuada da visão central
- Casos em que o paciente não responde bem às injeções intraoculares ou apresenta complicações associadas
O objetivo das técnicas cirúrgicas atuais é preservar a visão útil, melhorar a visão periférica, reposicionar a mácula ou substituir tecidos danificados.
Tipos de cirurgia utilizados na degeneração macular
A seguir, conheça os principais procedimentos cirúrgicos utilizados para tratar a DMRI, seus objetivos, indicações e como funcionam.
Translocação macular
Essa técnica consiste em reposicionar a mácula saudável para uma área da retina que ainda esteja funcional, longe dos vasos anormais ou cicatrizes. É um procedimento delicado e altamente técnico, indicado apenas em casos selecionados de DMRI úmida avançada, com fibrose subfoveal.
Como funciona
Durante a cirurgia, o globo ocular é rotacionado internamente para que a mácula se reposicione sobre uma área de retina com melhor vascularização. Isso pode recuperar parte da função visual central.
Indicação
Pacientes com perda significativa da visão central que não respondem ao tratamento com injeções intraoculares.
Implante de lente telescópica intraocular
Esse procedimento consiste na substituição do cristalino por uma lente especial com função de telescópio, capaz de ampliar a imagem recebida pela retina, melhorando a visão central em pessoas com DMRI seca avançada.
Como funciona
A lente telescópica redireciona e amplia a luz que entra no olho, desviando a imagem da mácula danificada para áreas mais saudáveis da retina. O implante é permanente.
Indicação
Pacientes com perda visual bilateral por DMRI seca, que já não conseguem executar atividades básicas como ler ou reconhecer rostos.
Benefícios
Recuperação parcial da visão central e aumento da autonomia do paciente nas tarefas diárias.
Terapia fotodinâmica (laser guiado por corante)
Embora não seja uma cirurgia tradicional, esse procedimento é considerado um tratamento minimamente invasivo que combina um corante fotossensível com laser de baixa potência, para destruir vasos anormais sem lesar o tecido saudável.
Como funciona
Um corante é injetado na corrente sanguínea e se acumula nos vasos anormais sob a retina. O laser é aplicado para ativar o corante, promovendo a oclusão seletiva dos vasos sem prejudicar a retina.
Indicação
Casos de DMRI úmida em estágios iniciais ou com neovascularização subfoveal que não podem ser tratados com antiangiogênicos.
Implante de dispositivos de liberação prolongada de medicamentos
Novas técnicas cirúrgicas incluem implantes intraoculares que liberam medicamentos antiangiogênicos de forma contínua ao longo de vários meses, eliminando a necessidade de injeções frequentes.
Como funciona
Um reservatório é colocado dentro do olho, liberando lentamente o medicamento diretamente na retina. O reabastecimento é feito em intervalos programados.
Indicação
Pacientes com DMRI úmida que apresentam boa resposta aos antiangiogênicos, mas que têm dificuldade de manter a regularidade das aplicações.
Avanços cirúrgicos em desenvolvimento para degeneração macular
A medicina oftalmológica está em constante evolução. Em 2026, diversos estudos vêm avançando no desenvolvimento de intervenções cirúrgicas com base em células-tronco, engenharia de tecidos e tecnologia biónica. A seguir, veja o que está em fase experimental e pode se tornar realidade nos próximos anos.
Transplante de células da retina
Pesquisadores já conseguiram realizar transplantes de células do epitélio pigmentar da retina, cultivadas em laboratório a partir de células-tronco. Essas células são implantadas cirurgicamente na região da mácula danificada.
Objetivo
Substituir células que morreram por degeneração e restaurar a função visual.
Resultados preliminares
Pacientes apresentaram melhora parcial da visão e estabilização da progressão da DMRI seca.
Chips eletrônicos retinianos
Microdispositivos implantados diretamente sob a retina captam estímulos luminosos e os convertem em sinais elétricos para o cérebro, imitando a função das células fotorreceptoras.
Aplicação
Pacientes com perda visual severa por DMRI seca em estágio terminal.
Potencial
Oferecer uma nova forma de percepção visual funcional em pessoas que perderam a visão central.
Cirurgia com edição genética
Embora ainda em fase experimental, algumas pesquisas utilizam técnicas de edição genética como CRISPR para corrigir mutações específicas associadas à degeneração macular hereditária.
Desenvolvimento
Estudos iniciais demonstraram segurança e possibilidade de restauração parcial de funções celulares da retina.
O que considerar antes de optar por uma cirurgia para DMRI
Nem todos os pacientes são candidatos à cirurgia para degeneração macular. A decisão depende de uma análise individualizada que leva em conta:
- o tipo de DMRI (seca ou úmida)
- o estágio da doença
- a presença de outras doenças oculares associadas
- a resposta aos tratamentos anteriores
- a expectativa realista de melhora visual
A avaliação deve ser feita por um oftalmologista especialista em retina, que vai indicar a melhor abordagem com base em exames detalhados e no histórico clínico do paciente.
Cuidados pós-cirúrgicos e reabilitação
Após qualquer procedimento cirúrgico ocular, é fundamental seguir as orientações médicas com rigor. Os cuidados incluem:
- uso de colírios anti-inflamatórios e antibióticos
- repouso visual nos primeiros dias
- evitar esforço físico intenso
- comparecer às consultas de acompanhamento
- iniciar reabilitação visual, quando indicada
A reabilitação é um processo que envolve treinamento para maximizar o uso da visão periférica, uso de recursos de ampliação e, em alguns casos, suporte psicológico para adaptação à nova condição visual.
Conclusão
Embora a degeneração macular ainda não tenha cura definitiva, as opções cirúrgicas representam uma esperança real para muitos pacientes, especialmente aqueles com formas avançadas da doença ou que não respondem bem às terapias convencionais. Com o avanço das técnicas, é possível recuperar parte da função visual, estabilizar a progressão da perda de visão e melhorar significativamente a qualidade de vida.
Se você ou alguém próximo recebeu o diagnóstico de DMRI, converse com um oftalmologista especializado em retina sobre a possibilidade de cirurgia. A medicina está evoluindo rapidamente, e novas soluções continuam a surgir, oferecendo mais alternativas para quem luta para preservar a visão.
Obs: Este conteúdo é exclusivo, original e foi elaborado com base nas diretrizes mais recentes da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo, American Academy of Ophthalmology, e em estudos científicos internacionais publicados até o ano de 2026.

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