Você já se perguntou quantos tipos de macacos existem, onde eles vivem e por que a cauda ou o nariz fazem tanta diferença?
Os macacos se dividem em dois grandes grupos — Novo Mundo (Américas) e Velho Mundo (Ásia e África) — e essa separação explica muito sobre como eles são, como se comportam e onde preferem morar.

Se você continuar lendo, vai perceber como a classificação científica agrupa famílias e espécies e vai encontrar exemplos de macacos com cauda preênsil, narinas voltadas para os lados e até os que preferem o chão.
Essa visão ajuda a entender desde os micos minúsculos até os babuínos gigantes e suas adaptações curiosas.
Classificação dos tipos de macacos

Os primatas se dividem em dois grandes ramos.
As diferenças aparecem logo no rosto, na cauda e no modo de vida.
Você vai ver quais famílias pertencem a cada grupo e como tudo isso afeta o comportamento e o habitat de cada espécie.
Macacos do Novo Mundo (Platyrrhini)
Os Platyrrhini vivem nas Américas, principalmente na Mata Atlântica e na Amazônia.
Aqui estão famílias como Callitrichidae (saguis e micos), Cebidae (macacos-prego), Aotidae (alguns são noturnos, olhos grandes), Pitheciidae (uacaris e guaribas) e Atelidae (bugios, muriquis e macacos-aranha).
Muitos deles têm cauda preênsil, que agarra galhos e facilita a vida nas copas.
As narinas são largas, separadas e apontam para os lados, bem diferente dos primos do Velho Mundo.
O tamanho varia demais — de micos bem pequenos até muriquis enormes.
Eles dependem de florestas tropicais e preferem dietas que misturam frutas, folhas e insetos.
Alguns usam ferramentas simples, outros mostram laços sociais complexos.
É um grupo diverso e, sinceramente, fascinante.
Macacos do Velho Mundo (Catarrhini)
Os Catarrhini vivem na África e Ásia.
A família Cercopithecidae domina aqui, incluindo babuínos, macacos terrestres e arborícolas e mandris.
Humanos e grandes símios fazem parte do grupo (apes), mas vamos focar nos macacos mesmo.
As narinas ficam próximas e apontam para baixo.
Eles geralmente não têm cauda preênsil; muitas vezes, a cauda é curta ou nem existe.
O tamanho vai do pequeno ao enorme, ocupando florestas, savanas e até montanhas.
A dieta deles é variada: frutas, folhas, sementes, pequenos animais — não têm frescura.
Muitos vivem em grupos com hierarquias bem rígidas, o que influencia tudo, da reprodução à defesa do território.
Características distintivas dos grupos
Quer diferenciar rápido?
Olhe o nariz: narinas separadas e largas nos Platyrrhini; narinas próximas e viradas para baixo nos Catarrhini.
A cauda preênsil aparece só nos macacos do Novo Mundo.
No Velho Mundo, ou não tem cauda, ou ela não serve pra agarrar nada.
Callitrichidae, Cebidae, Aotidae, Pitheciidae e Atelidae são do Novo Mundo.
Cercopithecidae domina no Velho Mundo.
Essas diferenças vêm de milhões de anos de evolução.
Elas moldam o comportamento, a dieta e o habitat de cada tipo de macaco.
Principais famílias e espécies de macacos
Agora, vamos ver as famílias — dos pequenos saguis aos babuínos enormes.
Cada grupo tem seu jeito, seu tamanho e mora em regiões bem diferentes.
Família Callitrichidae: saguis e micos
A Callitrichidae reúne os menores macacos da América do Sul e Central.
Você encontra saguis (gênero Callithrix e outros) e micos, como o famoso mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia).
Saguis vão desde o sagui-anão até espécies um pouco maiores; a maioria pesa menos de 1 kg.
Vivem em bandos pequenos e se comunicam por sons e cheiros.
Micos-leões (Leontopithecus) têm pelagem brilhante e só existem no Brasil.
O mico-leão-de-cara-preta e o mico-leão-dourado são exemplos — ambos precisam de florestas fragmentadas para não sumirem.
Esses primatas têm reprodução lenta e sofrem muito com a perda de habitat.
Se não houver proteção de matas e corredores florestais, as populações não resistem.
Família Cebidae: macaco-prego e macaco-esquilo
A família Cebidae inclui macacos-prego (gêneros Cebus e Sapajus) e os saimiris, conhecidos como macacos-esquilo.
Essas espécies se adaptam bem a florestas e bordas de mata.
Macacos-prego são espertos, usam ferramentas e formam grupos sociais bem complexos.
Sapajus (os robustos) têm tufos na cabeça e corpos mais fortes do que alguns capuchinhos.
Os macacos-esquilo (Saimiri) são menores, ágeis e vivem em grandes grupos.
Eles comem insetos, frutas e pequenos vertebrados.
Em cativeiro e pesquisa, esses macacos mostram uma capacidade de aprendizagem surpreendente.
Na natureza, sofrem com caça e destruição do habitat.
Família Atelidae: bugios, macaco-aranha e muriqui
Atelidae reúne os maiores macacos do Novo Mundo.
Você vai reconhecer bugios (Alouatta), macacos-aranha e muriquis (Brachyteles).
Bugios (como o Alouatta caraya) soltam gritos altíssimos para marcar território.
Eles não se movem tanto nas copas e preferem folhas e frutas.
Macacos-aranha são super ágeis, não têm polegar opositor e usam a cauda longa como se fosse uma mão extra.
Muriquis (Brachyteles hypoxanthus — muriqui-do-norte) são os maiores primatas das florestas brasileiras e, infelizmente, estão criticamente ameaçados.
Esses primatas precisam de grandes áreas contínuas de floresta para viver.
Sem espaço e árvores conectadas, eles simplesmente não conseguem se alimentar nem circular.
Família Cercopithecidae: babuínos, mandril e outros
Cercopithecidae reúne os macacos do Velho Mundo da África e da Ásia. Você encontra babuínos, mandris, macacas do gênero Macaca e outros, como colobus.
Babuínos costumam viver em savanas e áreas abertas. Eles passam a maior parte do tempo no chão, formam grupos grandes e têm uma organização social bem complexa.
Mandris, por outro lado, exibem rostos coloridos e preferem as florestas da África central. Macaca inclui espécies como o macaco-japonês e o macaco-de-gibraltar.
Algumas dessas espécies conseguem sobreviver até em climas frios. Colobus e langures, por sua vez, são mais folívoros e passam a maior parte do tempo nas árvores.
Muitos desses primatas enxergam em três cores, o que é uma vantagem enorme. Ainda assim, eles enfrentam ameaças sérias, como a caça e o desmatamento, dependendo da região onde vivem.

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